segunda-feira, maio 29, 2017

Apenas voltei e nada mais...

O bom filho a casa torna...

Não poderia ser diferente, venho, de verdade, procrastinando a minha volta, não tenho um motivo certo, mas tenho tantos motivos que não saberia encaixar um deles.

Vamos pensar assim: Apenas voltei...

Espero não mais me ausentar, porque aqui posso falar, posso sentir, posso ser, sem censuras, e quantas censuras ando encarando com o passar do tempo, quantas coisas sendo colocadas de lado e outras, que não são tão importantes, sendo colocadas como prioridades. Não sei definir se estou à mercê do tempo, ou se o tempo esta à mercê de mim.

Não consigo mais criar raízes, porque quando penso, já está na hora de ir embora. Idas e vindas, talvez um Adeus, talvez um Olá, ou quem sabe nunca mais...

O coração anda em prantos, por tantas partidas... Mas que coração?! 
Que saída?! 
Que chegada?! 
E quanta coisa de louco sendo escrita, quanta sanidade sendo mascarada, quantas verdades sendo escondidas... Quanto tempo já passou desde a última vez que sonhei?! 
Acordei na vida real, não sei mais onde estou e nem sei mais pra onde posso ir.

Pontos, vírgulas, loucuras, sorrisos, façanhas... 
O mundo parece estar cada vez mais redondo, ou pode ter sido a minha cabeça que se enquadrou, ficou quadrada de tanto voltas e não parar em lugar algum... 
Que saudade... Saudade de quê? Saudade de quem?! Saudade de quando?!

Quantas perguntas, velho diário... Parece que a cabeça anda maior que quando nos conhecemos, achas que progredi, meu querido?! 
Acho que ando morrendo um pouco a cada dia, e é essa certeza que me faz querer viver cada dia mais. Bebo vinho, bebo água, bebo as vidas que estão à minha volta.

Mas, sabe... Tô vivendo um dia de cada vez, dando o passo de cada vez, respirando da maneira certa pra ver se não falta oxigênio no cérebro, comendo as migalhas que a vida me oferece pra ir sobrevivendo, sendo mais dos outros que de mim, e sabe... viver é uma arte, e se não for pela arte?! Disse Áureo Gandur: Por que a alma pesando no corpo? E se não for pela arte? Porque a alma pesando no corpo? Por quê?

Voltei mais intensa, mas voltei. Alegre-se.
Voltei mais de mim, mas voltei. Espante-se.
Ficarei, mas sem criar raízes. Contente-se.
O objetivo é só deixar a marca, o gosto doce, a lembrança, o que tenho a oferecer de mim. E nada mais.

Por hoje é só, talvez amanhã eu volte mais poesia, voltei mais música, volte mais mundo e menos eu.

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