O mundo me condena, mas ninguém tem pena e falam sempre mal do meu nome. E deixam de saber se vou morrer de sede, ou se vou morrer de fome.
Mas a filosofia hoje me auxilia a viver indiferente assim. Nesta prontidão sem fim vou fingindo que sou rico, pra ninguém zombar de mim.
Não me incomoda que você me diga que a sociedade é minha inimiga, pois cantando nesse mundo, vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo.
Quanto a você da aristocracia, que tem dinheiro, mas não compra alegria, há de viver eternamente sendo escrava dessa gente, que cultiva hipocrisia.
Mas a filosofia hoje me auxilia a viver indiferente assim. Nesta prontidão sem fim vou fingindo que sou rico, pra ninguém zombar de mim.
Não me incomoda que você me diga que a sociedade é minha inimiga, pois cantando nesse mundo, vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo.
Quanto a você da aristocracia, que tem dinheiro, mas não compra alegria, há de viver eternamente sendo escrava dessa gente, que cultiva hipocrisia.
Noel Rosa
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