terça-feira, agosto 31, 2010

Crime e Castigo

"Meu Senhor a pobreza não é um pecado, é uma verdade. Sei também que a embriaguez não é nenhuma virtude.
Mas a miséria, meu senhor, a miséria... essa sim, essa é pecado.
Na pobreza ainda se conserva a nobreza dos sentimentos inatos, na miséria não há nem nunca houve nada que os conserve.
A um homem na miséria quase que o correm a paulada; afugentam-no a vassouradas da companhia dos seus semelhantes, para que a ofensa seja ainda maior, e é justo, porque na miséria sou eu o primeiro que estou disposto a ofender-me a mim próprio."

(Fiódor Dostoievski)

quinta-feira, agosto 26, 2010

Definitivamente, meu nome não é Raimundo!

Deixou o Grande Drummond:
"Mundo vasto Mundo,
se eu me chamasse Raimundo,
seria uma Rima, não seria uma Solução."
Mas hoje eu estou como mencionou o
Ilustríssimo Bandeira:
"Mundo vasto Mundo,
meu nome não é Raimundo,
eu não sou um Rima, muito
menos a Solução."

A fim de se encontrar, você tem que se perder!

Faz um certo tempo que li algumas obras do Léo Buscaglia e, me apaixonei, definitivamente, pela forma como ele enxerga as coisas, as pessoas e os sentimentos, que muitas vezes estão ocultos em nossas imensidões.
Lendo "Vivendo, Amando e Aprendendo", do mesmo Autor, encontrei o texto abaixo que muito me lembrou um texto escrito pelo Gabriel García Márquez, que durante muito tempo foi uma enorme referência para os meus problemas.
Enxergava os sonhos, como realidade, porque a qualquer momento eu pararia de viver, e simplesmente teria visto a vida passar por mim, quando deveria ser eu que deveria passar pela vida.
É uma lição de vida, ou melhor, um conselho sobre a vida!
Esse texto é um fragmento do Journal of Humanistic Psycology (Retirado por mim da obra do Léo Buscaglia, que o usou como referência em um dos seus cursos sobre o Amor), escrito por um homem de 85 anos, quando soube que estava prestes a morrer.

"Se eu pudesse reviver a minha vida, da próxima vez...
Procuraria cometer mais erros.
Não tentava ser tão perfeito.
Eu seria mais descontraído.
Seria mais flexível.
Seria mais tolo do que fui nesta "viagem".
Aliás, sei de muito poucas coisas que levaria tão a sério; seria mais maluco.
Seria mais higiênico.
Eu me arriscaria mais, viajaria mais, escalaria mais montanhas, nadaria mais em rios, olharias mais pores-do-sol, iria a mais lugares onde nunca fui.
Tomaria mais sorvetes e comeria menos feijão.
Eu teria mais problemas de verdade e menos imaginários.
Sabe, fui dessas pessoas que levam uma vida saudável, sensata e ajuizada, hora após hora e dia após dias.
Ah! Tive meus bons momentos, e, se tivesse de fazer tudo de novo, teria mais desses momentos.
Aliás, procuraria não ter nada senão momentos lindos, de momento em momento.
Fui dessas pessoas que não iam a lugar algum sem um termômetro, um saco de água quente, um gargarejo, uma capa de chuva e um pára-quedas. Se tivesse de fazer tudo de novo, da próxima vez viajaria com menos bagagem.
Se eu tivesse de fazer tudo de novo, passaria a andar descalço mais cedo, na primavera, e ficaria descalço até mais tarde no outono.
Andaria em mais corrosséis.
Olharia mais pores-do-sol.
E, brincaria com mais crianças.
Se pudesse viver minha vida de novo.
Mas, não posso, sabe!"

"Não deixe que a vida se esvaia de você, em que percebas." (Gabriel García Márquez)

"Estamos todos sempre juntos, mas estamos todos morrendo solitários." (Albert Schweitzer)