sábado, novembro 10, 2018

IDEOLOGIAS RENEGADAS

Estava passeando pelas entrelinhas da minha memória.
O que diria a estas páginas amarelas?
Não sei se seria conveniente acomodar minhas linhas escritas ou se seria melhor reinventá-las, só que dessa vez com borracha, já que a vida não nos permite ensaios (como certa vez nos disse Chaplin).
Hoje, percebo o quanto o mundo é gigantesco e que (talvez por isso) não me acho enraizada em qualquer parte que seja.
Trago na bagagem grandes abraços, amores amados, calados e revelados; amigos que já se foram e outros que me aquecem; sonhos que adormeceram; vontades sanadas e vícios permanentes.
Ápices. 
Declínios. 
Cicatrizes. 
Assim é a marcha.
Tudo isso compõe a minha existência e sou grata por todos os arranhões, pelos tombos e pelas vezes que senti medo.
Confesso que me sinto um pouco de ferro e que já não sinto o vento bater no rosto, da mesma forma de antes.