sexta-feira, dezembro 01, 2017

Não é sobre o carnaval, mas sobre a FELICIDADE

Observando a timeline, no meu instagram, reparei uma publicação do Diário de Pernambuco, publicação essa que deu origem a algumas inquietações, no meu mundo (acho que só no meu mesmo), mas enfim... A publicação acentuava o seguinte: "Um hino é um hino (o hino é Elefante de Olinda, e só quem é pernambucano estremece quando a orquestra inicia fervorosa esse frevo, que é mesmo um hino pra nossa cultura)! Faltam 70 dias para o carnaval e, para entrar no clima da contagem regressiva, resgatamos este momento nas ladeiras do Sítio Histórico do bloco @euachoepouco. Quem resiste quando chega o refrão: Olinda, quero cantar a ti esta canção (ninguém, e é impressionante, porque mesmo quem não é pernambucano, chora e grita)?".
Bom... Carnavais, malandros e heróis a parte... 
Fiquei aqui com meus botões, mais uma vez, pensando: Puta merda (perdão), o país 'tá' um caos economicamente, politicamente e culturalmente, e o povo contando os dias pra o carnaval. 
É...
Mas, sabe o que pensei logo em seguida?
O povo merece um CARNAVAL DE FELICIDADES. Nesses tempos difíceis, subir as ladeiras de Olinda vai fazer o povo feliz, por pouco que seja, porque além de todos os direitos individuais e coletivos elencados pelo Art. 5º, da nossa Carta Mãe, o povo merece ser feliz. 
A vida não vai ser um eterno carnaval, mas enquanto durar, deixa o povo ser feliz e começar o carnaval no galo da madrugada, porque depois da folia, vem a quarta-feira de cinzas. O povo volta à realidade, volta ao caos, mas nunca vão esquecer do carnaval, porque foram felizes.

GALO DA MADRUGADA: ONDE TUDO COMEÇA - RECIFE/PE