Hoje me peguei pensando em você, digo melhor, em nós dois, pois não te conheço sem mim, e sem ti eu não existo em singular.
São os olhos de quem te enxerga...
Poesia ou canção, quero o teu ser no meu mero existir.
São minhas AUSÊNCIAS, certamente ETERNAS, realocadas ordenadamente em um só lugar, meu, para todos. AUSÊNCIAS breves e ETERNAS, mas cheias de mim. Sempre falo que se alguém ler o que escrevo, pode ser capaz de ouvir minha voz, o barulho dos meus pensamentos. Sou SILÊNCIO, sou AUSÊNCIA, e eternamente serei.
domingo, julho 15, 2012
sábado, julho 14, 2012
No que inspira soneto...
"...Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento..."
(Soneto de Fidelidade - Vinícius de Moraes)
E esses amores, esses mesmos, esses que nos deixa suspirar, esses que nos faz suspirar.
Esses amores amigos, que nos traz poemas, rosas e chocolates.
Angústia é viver sem Amor, é viver sem Amar.
Mesmo que em face, nos deixamos ser fortes, sejamos fortes por existir no Amor.
É o bastante.
Quantas boas palavras o coração nos ensina, nos motiva...
Digo do Amor que tenho, ou dos que tive, que viveria tudo outra vez.
E nada seria em vão.
Nada será em vão.
"...posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure."
Amanda Gabriela Galindo
sexta-feira, julho 13, 2012
Poesia ao Poeta Palhaço
Ao que faz rir.
Ao que faz chorar.
Pierrot sem colombina:
Arlequim.
Ao som que faz o ballet.
Ao que faz a bela dançar, bailarina.
A entoação da poesia concretizará.
Pra encantar;
ou simplesmente, deixar lamentar.
Aos amores do passado:
Eu deixo a rima.
Aos que ainda virão...
Eu deixo a certeza de me encontrar.
Amanda Gabriela Galindo
És, simplesmente, porque existes...
"E se eu
tivesse palavras tão belas como as tuas
e pudesse
fazê-las minhas
o meu coração
seria como uma represa
e os meus olhos
como as águas.
Mandaria embora
o que não nos deixa felizes
e deixaria
guardado apenas o suficiente
pra ser
inteiramente tua.
Tu és poesia,
unicamente a minha poesia.
Tu és pra mim,
enquanto dure o eterno,
as infinidades
dos sonetos de Vinícius de Moraes.
És a
sensualidade dos poemas de Bilac.
És a Pasárgada
inteira que Bandeira descreveu.
Eu quero a beleza
toda do teu ser
em rima ou
romance
em letra e
melodia.
Quanto a mim,
quero ser apenas o espaço que te cabe
em palavras
cantadas ou escritas.
Me cura o teu
abraço.
Me satisfaz a
tua voz.
Me engrandece a
cor dos teus olhos.
És a paz de um
abraço apertado, de um beijo suave
o conforto de um
colo confiável
e o calor que
não existe nas cobertas.
Tu és as aspas
os pontos
e as vírgulas
que faltavam na
minha história."
Amanda Gabriela
Galindo
Antiquária de relógio cuco
Talvez, eu já não entenda o caminhar dos ponteiros do relógio...
Ora apressados.
Ora lentos como a própria sorte.
Sou hóspede do tempo
E como só quem vive neste lugar...
E como tal...
Possuo horas.
Frias ou mornas:
Mas horas que me revelam.
Que me inspiram.
Que me tornam.
Amanda Gabriela Galindo
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